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ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

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Prof Vera  Lúcia L. Dias

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trailer oficial do filme

   O livro Ensaio Sobre A Cegueira, do escritor português, José Saramago, premiado com o Nobel de Literatura em 1998, foi uma das obras lembradas para essa época da pandemia do coronavírus.

 

   Não é difícil adivinhar as razões da súbita ressurreiçãodessa obra na lista dos Livros Mais Vendidos de VEJA no presente ano. Publicado em 1995 e transformado num filme de sucesso de 2008 dirigido por Fernando Meirelles, o romance aparece na nona posição da categoria ficção no início do mês passado A disparada nas vendas não se deve, obviamente, só à qualidade literária que consagrou o escritor português com o Nobel de Literatura. Em tempos de coronavírus, quarentenas e isolamento social, a obra de Saramago ganhou uma curiosa ressonância na vida real.

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   A explosão repentina é indício de uma busca por respostas diante das incertezas e ansiedades dos últimos dias. No livro, como no mundo e no Brasil de hoje, egoísmo, negacionismo (inclusive de autoridades), recursos governamentais limitados e estocagem de alimentos e remédios dão o tom. A pandemia de cá aos poucos vai ganhando dramáticas semelhanças com o cenário apocalíptico de lá.

 

   Farei aqui um rápido resumo da história : Uma cegueira branca, viral, se alastra pela cidade fictícia de José Saramago e instaura o caos. É instituída uma quarentena com poucos recursos governamentais para cuidar dos infectados, mas a força da epidemia implode as medidas de contenção. O mundo se torna cego, à exceção de uma mulher inominada que testemunha os horrores de uma humanidade posta à prova: egoísmo, ganância, autoritarismo e violência sexual campeiam em meio ao caos.

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    De fato, em tempos de crise, não é incomum a explosão de vendas de clássicos literários capazes de trazer alguma luz aos leitores. Desde o ano passado, distopias como O Conto de Aia, de Margaret Atwood, 1984 e Revolução dos Bichos, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, que sempre estabelecerão um duradouro reinado na lista de mais vendidos. A popularidade desses títulos é uma forma de buscar, na sabedoria dos grandes autores, lições para resistir ao avanço da extrema-direita na política mundial. Não à toa, os quatro títulos estão constantemente  entre os dez livros de Ficção mais vendidos do Brasil – inclusive esta semana.
 

     Agora, é bem provável que se esteja diante de uma nova onda. O sucesso de livros que espelham as angústias com o coronavírus pode estar só começando – e, pelo jeito, eles vão ficar em alta por um bom tempo.

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VÍDEOS

entrevista espetacular de josé saramago conduzida por ntrevista biográfica conduzida por Ana Sousa Dias a José Saramago, escritor, Prêmio Nobel da Literatura em 1998, ao longo da qual se refere o seu percurso literário e abordam-se temas como o seu interesse pela astrofísica, o último livro então apresentado, As intermitências da morte, a arte da escrita e a importância de saber escrever português, a necessidade de inovar a escrita e a narração; alusão ao Ensaio sobre a cegueira e ao Ensaio sobre a lucidez; reflexão sobre o conceito da morte e da eternidade, que José Saramago considera um embuste, referindo-se, a este propósito, o papel da Igreja Católica. (Arquivo RTP)

bruna lombardi entrevista josé saramago em seu programa gente de expressão

O Roda Viva recebeu, em 1992, o escritor português contemporâneo e também conhecido por sua incansável militância política, José Saramago. Ele veio visitar o Brasil, onde abriu o Congresso Internacional promovido pela Universidade de São Paulo, a USP, sobre o tema “América 92: raízes e trajetórias” e discutiu, neste programa, alguns assuntos como literatura e política, dentre outros. Participaram da bancada de entrevistados Luiz Antonio Giron, repórter do jornal Folha de S. Paulo; Hamilton dos Santos, editor do suplemento Cultura, do jornal O Estado de S. Paulo; Edla Van Steen, escritora; Gilberto Mansur, jornalista e escritor; Roberto Pompeu de Toledo, editor-especial da revista Veja; Fábio Lucas, crítico e professor da Universidade de Brasília; Ivan Ângelo, editor-executivo do Jornal da Tarde; e Jayme Martins, jornalista da TV Cultura. O programa não contém edição e foi ao ar em 1992.
Tatiana Feltrin, blogueira e Youtuber, discute suas impressões sobre o livro
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